SEM PALAVRAS VAZIAS CHEIRANDO A VINHO BARATO


Ela queria que eu a acompanhasse naquela maldita festa. Falou que seria diferente daquelas mesmas confraternizações onde se distribuíam palavras vazias cheirando à vinho barato. Não acreditei, mas fomos.
Depois de duas horas, falta de cerveja, uma queda de luz, e dar ouvidos para assuntos de pessoas egocêntrica sobre seus filhos que viajavam para o exterior em busca de uma “carreira sólida”, a encarei com um sorriso irônico de vitória. Ela sorriu de volta e fomos para casa. Mas felizes. Por saber que éramos diferentes. Que éramos melhores do que aquilo.